Igreja Nossa Senhora da Encarnação
A destruição causada pelo terramoto
de 1755 e pelo incêndio que se lhe seguiu danificou muito
a feição da igreja setecentista e obrigou a Irmandade
do Santíssimo Sacramento a encomendar um novo programa
arquitectónico e decorativo da Igreja. A esta empreitada
responderam dois dos mais conceituados pintores de perspectiva
de Lisboa como sejam Simão Caetano Nunes que pintou o tecto
da sacristia e Gaspar José Raposo, seu discípulo,
autor do tecto da capela-mor.
Em 1802, um incêndio ocorrido no interior
da igreja levou à destruição do tecto barroco
da nave da igreja e, de novo, a Irmandade do Santíssimo
Sacramento procurou reformular o programa decorativo encomendando
um novo tecto e novos altares laterais, desta feita a José
António Mateus e João Rodrigues respectivamente.
Os efeitos da poluição e do desgaste
temporal nos tectos da nave e da capela-mor contribuíram,
no dealbar do século XXI, para um leitura pouco clara dos
valores plásticos e arquitectónicos neles patentes.
Coube a World Monuments Fund e respectivos mecenas
em estreita colaboração com a empresa de restauro
Junqueira 220 recuperar e preservar o estado material dos mesmos
para que, numa perspectiva integrada, a História da Arte
possa acrescentar novas visões no estudo da pintura de
tectos efectuados nos séculos XVIII e XIX.
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