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Igreja do Menino de Deus

No seu interior, o traçado octogonal irregular e o colorido dos embutidos que ornamentam os paramentos fazem ressaltar a Ordem Coríntia que domina toda a composição arquitectónica da nave. A pintura dos altares, o colorido dos embutidos no mármore e a decoração pictórica do tecto fazem do Menino Deus um autêntico mostruário artístico do Ciclo Joanino. Das suas obras pictóricas destacam-se, na Capela-Mor, dois grandes painéis: o de "São Francisco despojado dos hábitos seculares" da autoria de Vieira Lusitano e o de "São José e da morte de São Francisco" de André Rubira.

 

A composição religiosa do tecto, que representa uma alegoria à Ordem Franciscana, pertence ao pintor Jerónimo da Silva, considerado um dos melhores figuristas do tempo, sendo a decoração pictórica do mesmo atribuída a Vitorino da Serra e a João Nunes de Abreu, pertencendo ao primeiro, provavelmente, as flores e os ornamentos e ao segundo, as arquitecturas e perspectivas. Na Capela-Mor destaca-se o grande retábulo da Ordem Coríntia que se presume, por afinidades estilísticas bem definidas, pertencer ao italiano João António Bellini, um dos escultores e arquitectos de retábulos mais operosos na época.

 

O templo resistiu ao terramoto de 1755, mas sofreu estragos graves e profanações desencadeadas a partir de 1910. Convidadas pelo Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa, as Irmãs de S. José de Cluny criaram no "Conventinho" uma obra social para este bairro, entre Alfama e Mouraria.

 

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