História
do Claustro
A construção do Claustro do Mosteiro
dos Jerónimos data de 1517, sob a responsabilidade do arquitecto
João de Castilho, numa altura de grande incremento de obras,
no momento em que o rei D. Manuel decide fazer do monumento o
seu panteão e prepara o seu casamento com D. Leonor, irmã
do imperador Carlos V.
Um ano depois, ficava concluído o piso
térreo, enquanto o piso superior ainda conhecia obras em
1545/1550, sob a direcção de Diogo de Torralva.
Em 1567, o cardeal rei D. Henrique manda embelezar
o pátio do claustro com um monumental lago. Filipe II ordena
a construção de uma nova portaria e escadaria para
servir as hospedarias situadas sobre o refeitório na ala
superior oeste, cuja conclusão apenas se regista em 1704.
O claustro conhece um cenário de campanha
militar por ocasião das invasões francesas (1807-1811),
com o entaipamento das arcadas para servir o aquartelamento de
tropas inglesas, situação que se mantém durante
o período das lutas liberais.
Em 1833, o mosteiro é ocupado pela Casa
Pia de Lisboa (instituição de acolhimento de crianças
órfãs) e o claustro passou a funcionar como dormitório
dos jovens do sexo masculino.
Por volta de 1860, o provedor Eugénio
de Almeida decide empreender, simultaneamente, a reforma das condições
de alojamento da instituição e o restauro do monumento,
segundo uma pureza de estilo, ditado pelo espírito romântico
do tempo. As arcadas do claustro foram desobstruídas e
removeu-se a cal que cobria as paredes interiores das galerias.
Demoliu-se o lago maneirista que existia no centro
do claustro porque divergia estilisticamente da construção
manuelina. Em 1884/1885 construiu-se o mausoléu de Alexandre
Herculano na antiga sala do capítulo terminada para o efeito.
Por essa ocasião, os arcos do piso superior do claustro
receberam uma decoração manuelina.
Depois de séculos em que os cuidados prestados
nem sempre foram os mais adequados, adiando sempre intervenções
mais profundas e dispendiosas, os trabalhos de maior envergadura
na conservação do claustro realizaram-se em 1940,
por ocasião das comemorações centenárias
da Fundação e Independência de Portugal.
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