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Vila Romana de Rabaçal

A Villa romana do Rabaçal, no concelho de Penela, é o mais importante sítio arqueológico romano até agora encontrado na área que estava sob administração da antiga cidade de Conímbriga.

 

Volvidos que foram 20 anos de continuados trabalhos arqueológicos no local, graças ao apoio de técnicos, voluntários nacionais e estrangeiros, população local e várias instituições, diríamos que estão expostos elementos que tornam evidente a cronologia, o programa construtivo da área residencial, do balneário e da área rústica desta quinta, bem como da riqueza dos mosaicos e da forma arquitectónica original, a partir do octógono, da residência áulica. Esta é uma entre outras construções em grande estilo que encontramos na Lusitânia do século IV d.C., fruto de uma nova prosperidade e prova do estabelecimento nos latifúndios de um nível cultural semelhante ao da vida na cidade. Os mosaicos aqui descobertos são de influência oriental, proto-bizantinos, e considerados únicos entre os vestígios da ocupação romana em Portugal.

 

Duas décadas de trabalhos arqueológicos (1984-2003) deixaram a descoberto estruturas de construção, seu revestimento e vários motivos decorativos sem uma protecção eficaz e duradoura, continuando por garantir a preservação da riqueza deste monumento perante o crescente número de visitantes, após a abertura em 2001, do espaço-museu, o qual está integrado na Rede Portuguesa de Museus/IPM.

 

A Candidatura ao Programa Watch, da World Monuments Fund, visou obter mediação para a obtenção dos necessários recursos financeiros e técnicos, a fim de ser executado um projecto de acção de protecção, estudo, conservação, restauro e animação desta villa tardo-romana, de modo a proporcionar, ao público em geral, condições para a visita deste importante sítio arqueológico.

 

O Plano de Salvaguarda apresentou cinco componentes:

1. Obras de cobertura dos vestígios e acessibilidades;

2. Obras de conservação e restauro dos mosaicos romanos e outras construções;

3. Medidas de optimização das condições de abertura da estação e espaço-museu à população e aos públicos;

4. Plano da presente e futuras campanhas arqueológicas;

5. Coordenação e concepção de parcerias activas nesta intervenção.