Limites
de Intervenção
A obra de Conservação desenvolveu-se
entre Fevereiro de 1997 e Fevereiro de 1998, com um período
total de actividades em estaleiro de cerca de treze meses.
A intervenção desenrolou-se em
duas fases distintas. Em 1º lugar, com os trabalhos no Torreão,
entre Fevereiro e Agosto de 1997, posterior no Baluarte entre
Setembro de 1997 e Fevereiro 1998.
Os trabalhos realizados, considerando o levantamento
e as actividades de conservação, representaram um
empenho de aproximadamente quarenta mil horas.
O cumprimento dos objectivos técnicos
definidos no projecto, com as adaptações necessárias
às mais diversas situações de obra, foi possível
com o acompanhamento e apoio técnico-científico
contínuo, e com as acções de conservação
desenvolvidas por um grupo de técnicos de diferentes formações,
mas com maioritária proveniência profissional do
âmbito da conservação e do restauro, com um
claro posicionamento mental e manual.
Nas diversas fases operacionais desenvolvidas
no estaleiro, durante os treze meses, participaram globalmente
vinte e quatro técnicos com uma média de dezoito
presenças.
Após a primeira fase de formação
das equipas, durante a qual houve uma certa movimentação
de técnicos, com algumas breves passagens em obra, o grupo
definitivo estabilizou-se e manteve-se praticamente inalterado
até ao final dos trabalhos.
Integraram as equipas, técnicos com proveniências
e especialidades variadas dos quais 80% possuíam uma formação
no âmbito da Conservação e Restauro e, destes,
cerca de 60% apresentavam uma origem formativa na área
dos materiais pétreos.
O grupo definitivo de profissionais foi constituído
por:
- 8 Conservadores-Restauradores;
- 10 Operadores técnicos especializados;
- 6 Operadores técnicos genéricos;
- 2 Canteiros ;
- 1 Fotógrafo;
- 2 Gráficos ;
- 1 Desenhador.
A equipa em obra esteve organizada por grupos operacionais intercambiáveis,
em função das fases que se desenvolveram em especial
modo segundo quatro grandes grupos de actividades, que seguidamente
serão descritos:
tratamento das juntas;
fases de limpeza;
intervenções estruturais e consolidação;
operações e tratamentos diversos e finais.
Estamos conscientes que a intervenção
resultou da soma dos actuais conhecimentos técnicos dos
vários intervenientes nas diversas áreas e está
em linha com uma cultura de conservação bem definida.
Estamos perante um resultado final que não
pode ser desvinculado do nosso tempo e das opções
tomadas.
Devemos desejar que este resultado seja acompanhado
no tempo, através de um programa de controlo e manutenção,
de forma a conhecer o comportamento das intervenções
e dos tratamentos efectuados na Torre.
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